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Desde o início sempre deixamos claro que nós militamos pela liberdade, todas as formas de liberdade possível e imaginável, desde que com respeito à coletividade. Respeito às liberdades individuais prezando pela liberdade coletiva. Dentro disso entra nossa militância pelo software livre. Junto com esse tema sempre há o argumento de que software livre é coisa de hacker, nerd ou qualquer outro adjetivo parecido. Nós dizemos que não, software livre significa acesso, em todos os sentidos. E vamos falar o porque.

Imagine que quase todos os documentos de texto do mundo estão salvos no formato doc, além disso muitos outros formatos de documentos também estão em outros formatos da mesma empresa que é dona do formato doc. Essa empresa, a Microsoft, é, literalmente, dona desses formatos de arquivos. O MP3, um dos formatos de áudio mais populares do mundo, pertence a uma instituição privada, a Associação Fraunhofer. O uso desses formatos não é gratuito, embora pareça. Todos eles geram royalties, portanto cada usuário paga por eles mesmo sem saber como. Mas além da questão financeira, o que aconteceria se essas e tantas outras empresas privadas simplesmente parassem de dar suporte aos seus formatos proprietários?

Não iria ser nenhum exagero dizer que parte considerável da história da humanidade, desde o início da utilização de sistemas de informática e tudo que foi acumulado do período anterior a esse, estaria perdido ou fortemente comprometido. A falta de uma padronização de protocolo livre iria, ou de fato vai, criar um vácuo na história da humanidade onde um enorme buraco de conhecimento e registro vai ser notado. A defesa do software livre, além de todas as questões de liberdade e segurança inerentes, ainda diz sobre o acesso futuro a dados e toda forma de produção de conhecimento.

A defesa intransigente da expansão e implementação da cultura de software livre diz respeito a preservação de diversas liberdades essenciais, dentre elas a liberdade da sociedade global ter o direito de acesso futuro dos seus registros históricos e documentais, sem qualquer intermediário corporativo ou privado. A construção de uma comunidade global livre passa, obrigatoriamente, sobre a observação de meios livres de produção, colaboração, comunicação e distribuição. O software livre vai muito além de um fetichismo de especialistas em computação, é uma necessidade humana acessível ao usuário final, comum, sem conhecimentos avançados e profundos de informática.

A revolução também passa pelos seus hábitos na frente do computador, ao produzir conteúdo ou consumir conteúdo. Use formatos livres!

Lista de formatos de arquivos livres: http://en.wikipedia.org/wiki/Open_format
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